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Jovens reclamam de pedido de experiência para 1º emprego
  • Jovens reclamam de pedido de experiência para 1º emprego

Concluir um curso profissionalizante ou uma graduação não basta na hora de conseguir emprego. Além dos cursos, o mercado exige experiência, cuja falta é apontada por 77% dos jovens como a maior dificuldade na hora de conseguir uma vaga de emprego formal, segundo o levantamento Acreditamos nos Jovens, feito pela empresa argentina de pesquisa em tendências Trendsity, encomendado pelo McDonald’s.

A maquiadora Ana Priscila Fernandes, 24, formada em administração de empresas, concorda. E acrescenta que há poucas oportunidades para os jovens, situação citada por 69% dos entrevistados. Ela chegou a fazer estágio, procurou emprego e acabou exercendo outra profissão.

A supervisora de carreiras do Ibmec–MG Cymara Bastos observa que o desafio de superar a falta de experiência não é exclusivo da atual geração. “Não é de hoje que a maioria das empresas exige dos jovens experiência. Há casos em que isso é exigido do estagiário, que ingressa numa organização com o objetivo de aprender e, logo, ganhar experiência”, diz.

O pesquisador da Fundação João Pinheiro (FJP) Glauber Silveira frisa que o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos é historicamente maior na comparação com a taxa média. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o desemprego nessa faixa etária no Estado ficou em 25,3% no segundo trimestre de 2017, enquanto a média chegou a 12,2%.

A recomendação dos especialistas para o jovem é buscar alternativas, caso ele não consiga uma oportunidade como menor aprendiz ou um estágio. Entre elas, está o trabalho voluntário. “É importante persistir e também investir em cursos”, diz Silveira.

O assistente administrativo da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) Marcone Costa Souza, hoje com 21 anos, superou a falta de experiência ao passar pela Fundação CDL, que mantém o Programa Educação e Trabalho (PET), que encaminha jovens ao mercado como aprendizes. “Falo com amigos, que têm hoje a idade que eu tinha quando participei do programa, que era 16 anos, para procurarem a fundação. Eu recomendo mesmo”, diz ele.

Recém-formado no curso de gestão pública e com planos de fazer especialização em gestão de políticas públicas, Souza conta que a vida seria diferente se ele não tivesse participado do programa. “Foi uma porta de entrada para o mercado. Eu sai mais preparado”, ressalta Souza, que ficou sabendo da oportunidade oferecida pela entidade através da internet.

Entidades auxiliam candidatos

Superar a falta de experiência profissional pode acontecer também através do trabalho desenvolvido por entidades, segundo o presidente da Fundação CDL, Vilson Mayrink. “Muitos jovens que passam pela fundação acabam sendo contratados”, diz dele.

O Programa Educação e Trabalho (PET), desenvolvido pela entidade e focado nas necessidades dos empresários do varejo, é gratuito, conforme Mayrink. Porém, é preciso passar por um processo seletivo.

Podem participar do programa adolescentes e jovens de 15 a 20 anos. Os interessados devem entrar em contato com a fundação pelo telefone 3222-1656. (JG)

O Tempo/Liberdade FM - Foto - Ilustração

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