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Presidente Ernesto Geisel autorizou execução de presos políticos, diz CIA
  • Presidente Ernesto Geisel autorizou execução de presos políticos, diz CIA

Ernesto Geisel, presidente do Brasil durante a Ditadura Militar, ficou conhecido como o ditador que controlou o aparelho repressivo montado pela ditadura.

Segundo o jornalista Marcelo Rubens Paiva, do jornal Estadão, a exoneração do general Ednardo D'Ávila Mello, comandante do II Exército na época, feita por Geisel, foi consequência da morte sob tortura do diretor de jornalismo da TV Cultura, Wladimir Herzog, nos porões do Exército (DOI-Codi), em 1975, e do operário Manuel Fiel Filho, no ano seguinte.

Anos mais tarde, o presidente demitiu o general linha-dura, Sylvio Frota, anunciou a política de abertura, extinguiu o AI-5 e retirou a censura dos jornais.

O pesquisador brasileiro da Fundação Getúlio Vargas, Matias Spektor, encontrou um documento da CIA que contraria a boa imagem do ex-presidente.

Esse documento revela que é a primeira vez em que os nomes de Geisel e Figueiredo estão associados em comandos de execução de presos políticos, conhecidos como "subversivos".

O diretor da CIA William Egan Colby enviou ao Secretário de Estado, Henry Kissinger, um memorando de 11 de abril de 1974, intitulado: "Presidente brasileiro Ernesto Geisel decide continuar execução sumária de subversivos sob certas circunstâncias".

No texto, o diretor relata que em 30 de março de 1974, o presidente Geisel se reuniu com os generais Milton Tavares de Souza e Confúncio Danton de Paula Avelino, do Centro de Inteligência do Exército (CIE) e o general João Baptista Figueiredo, do Serviço Nacional de Inteligência (SNI).

Alegavam que o Brasil não poderia ignorar a "ameaça subversiva terrorista" que se encaminhava.

O general Milton Tavares relata que 104 pessoas foram executadas pelo CIE e que os métodos foram empregados de modo ilegal contra os "subversivos". No entanto, João Figueiredo apoiou a continuidade do combate à subversão.

Segundo o relatório, o presidente Geisel informou ao general Figueiredo que a política deveria continuar, mas apenas os subversivos perigosos deveriam ser executados.

O presidente e o general Figueiredo concordaram que quando uma pessoa fosse presa pela CIE, o chefe consultaria o general e executaria após sua aprovação. O presidente e o general Figueiredo concordaram que a CIE dedicaria seu esforço à subversão interna, e que o esforço geral da CIE seria coordenado pelo general Figueiredo.

Conclui-se que os combatentes da Guerrilha do Araguaia foram executados com a aprovação do Planalto, assim como a execução dos dirigentes do PCdoB, Pedro de Araújo Pomar, Angelo Arroyo e João Batista Franco Drummond, executados em dezembro de 1976, na Lapa.

Spektor ainda revelou em sua conta do Twitter que "é o documento mais perturbador que já li em 20 anos de pesquisa: Recém-empossado, Geisel autoriza a continuação da política de assassinatos do regime, mas exige ao Centro de Informações do Exército a autorização prévia do próprio Palácio do Planalto."


O Tempo/Liberdade FM - Foto - Divulgação

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