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Presidente interina da Bolívia nomeia primeiros 11 ministros
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Crucifixo, velas e Bíblia na cerimônia de posse

Na mesa onde estava sentada a presidente durante a cerimônia de posse, no Palácio Quemado, havia um crucifixo, duas velas acesas e uma Bíblia.

"Este Conselho de Ministros que é apresentado hoje de forma parcial (...) inclui pessoas conhecedoras e especializadas de perfil técnico, como corresponde a um governo de transição", afirmou Jeanine em seu discurso.

A presidente reafirmou que outro desafio do governo é convocar novas eleições o mais rápido possível. "Não aceitarei qualquer outra saída que não sejam eleições democráticas", já havia dito ela, uma senadora de direita de 52 anos, até então pouco conhecida no país.

"Convidaremos a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia" como observadoras das eleições, disse Karen Longari, única integrante do gabinete que falou durante a cerimônia de posse. "Faremos o necessário para deixar uma política externa estruturada", destacou ela, acrescentando que a Bolívia assumirá um papel "ativo" na diplomacia latino-americana.

Nova cúpula militar

Uma das primeiras ações de Jeanine nesta quarta foi designar uma nova cúpula militar, que terá como comandante das Forças Armadas o general do Exército Sergio Carlos Orellana, que ocupa o lugar do general Williams Kaliman, que passou à reserva.

Kaliman, nomeado chefe das Forças Armadas há um ano, se negou a enviar militares para reprimir os protestos e a revolta policial contra Evo, deflagrada na semana passada.

O "Estado é necessário mais do que nunca para manter a paz", disse Orellana em um discurso no qual pediu aos seguidores de Evo que "deponham suas atitudes intransigentes".

A presidente também nomeou o novo chefe do Estado-Maior e os novos comandantes do Exército, Marinha e Força Aérea.